The 2020 Lozano Long Conference

Black Women’s Intellectual Contributions
to the Americas 

February 20–21, 2020
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Black women from Latin America have largely been excluded from contemporary debates in Black and Latin American Studies. Race, gender/sexuality, and regional origin (which is inherently a classed categorization) compound to mute voices in unique ways. The duality of racism and sexism rampant in the Latin American academy erases Black women from Latin American studies. Black women are erased from Black studies because of its traditionally patriarchal structure. And Black women from Latin America have been overlooked in the canon of Black women’s studies because of the tendency to overemphasize the experiences of English-speaking Black women within this global project. As a result, there is a need to radically diversify the discourses of each of these fields and to foreground Black women’s contributions from Latin America to philosophical and political thought in the Americas. This conference seeks to address that need by engaging with Black women’s intellectual contributions to the Americas from the perspective of the South: Latin America.

We use the term South as a way to put Latin America in conversation with the Circum-Caribbean (a region conceptualized from coastal South America northward to the U.S. South). This conceptual zone has historically been marginalized in the public imagination as exotic, backward, out of the way, and specifically, Black. We also imagine the South to be a frame that allows us to push back against the coloniality of modern nation-state and regional formations that are both racialized and gendered. National borders and boundaries are not innocent configurations—rather, they are political land divisions steeped in the coloniality of power and designed to create arbitrary divisions on what is in fact indigenous land. By centering Spanish, Portuguese, indigenous, and African language-speaking experiences from Latin America, we also seek to shift our interpretation of the South from an imperialistic North perspective to a decolonial non-anglophone perspective.

Black women from Latin America have made significant theoretical and philosophical interventions across the region from the Conquest period forward. Employing a multi-disciplinary, transnational perspective, this conference will rethink the role that Black women’s thought and praxis have played in defining the socio-political and cultural landscape of the Americas for the past four hundred years, centering the experiences of Black women in Latin America and the movement of Black women throughout the Americas: migration, transit, and cultural flows. In this way, this conference will critically engage with Black women’s transnationalism, movement, cosmopolitanism, and agency through migration and language. By locating Black women as agents of theory, movement, politics, and culture, this two-day conversation will re-cast Black women as theorizers and transnational agents of change.

ESPAÑOL
2020 Conferencia Lozano Long
Contribuciones Intelectuales de Mujeres Negras a las Américas: Perspectivas desde el Sur

Las mujeres Negras de América Latina han sido sumamente excluidas en los debates contemporáneos de Estudios Negros y Estudios Latinoamericanos. Cuestiones de raza, género, sexualidad, y región de origen (una categoría inherentemente estratificada) contribuyen a callar dichas voces de diversas maneras. La dualidad del racismo y sexismo, ambos rampantes en las esferas académicas de América Latina, invisibiliza a las mujeres Negras en los estudios Latinoamericanos. Las mujeres Negras han sido borradas de los Estudios Negros por su estructura tradicionalmente patriarcal. Asimismo, las mujeres Negras de América Latina han sido omitidas en el canon de los Estudios de Mujeres Negras debido a un énfasis desmedido en las experiencias de mujeres Negras angloparlantes en este proyecto global. Como resultado, hay una necesidad de diversificar radicalmente los discursos de cada uno de estos campos para traer al frente las contribuciones de mujeres Negras de América Latina en el pensamiento político y filosófico de las Américas. Esta conferencia busca cubrir esa necesidad al comprometerse con las contribuciones intelectuales de las mujeres Negras a las Américas desde la perspectiva del Sur: América Latina.

Usamos el término “Sur” como una forma de poner América Latina en conversación con el Circum-Caribe (una región conceptualizada desde la costa de América del Sur hacia el norte hasta el sur de los EE.UU.). Históricamente, esta zona conceptual ha sido marginada en la imaginación del público como exótica, atrasada, apartada y, específicamente, Negra. También imaginamos que el Sur es un marco que nos permite luchar contra la colonialidad del moderno estado-nación y las formaciones regionales que son clasificadas por raza y género. Las fronteras y los límites nacionales no son configuraciones inocentes, sino divisiones politicas de tierras inmersas en la colonialidad del poder e diseñadas para crear divisiones arbitrarias sobre lo que en realidad es tierra indígena. Al centrar las experiencias de lengua castellano, portuguesa, indígena y africana de América Latina, también buscamos cambiar nuestra interpretación del Sur desde una perspectiva imperialista del Norte a una perspectiva descolonial no anglófona.

Las mujeres negras de América Latina han realizado importantes intervenciones teóricas y filosóficas en toda la región desde el período de la conquista en adelante. Empleando una perspectiva multidisciplinaria y transnational, esta conferencia repensará el papel que el pensamiento y la praxis de las mujeres negras han desempeñado en la definición del panorama sociopolítico y cultural de las Américas durante los últimos cuatrocientos años, centrando las experiencias de las mujeres negras en América Latina y el movimiento de las mujeres negras en las Américas: migración, tránsito y flujos culturales. De esta manera, esta conferencia se involucrará críticamente con el transnacionalismo, el movimiento, el cosmopolitismo y la agencia de las mujeres negras a través de la migración y el lenguaje. Al ubicar a las mujeres negras como agentes de teoría, movimento, política y cultura, esta conversación de dos días relanzará a las mujeres negras como teorizadoras y agentes transnacionales de cambio.

PORTUGUÊS
2020 Conferência Lozano Long
Contribuições Intelectuais das Mulheres Negras para as Américas: Perspectivas do Sul

As mulheres Negras na América Latina foram altamente excluídas nos debates contemporâneos dos Estudos Negros e dos Estudos Latino-Americanos. Questões de raça, gênero, sexualidade e região de origem (uma categoria inerentemente estratificada) contribuem para silenciar ditas vozes de várias maneiras. A dualidade do racismo e do sexismo, ambos desenfreados nas esferas acadêmicas da América Latina, torna as mulheres negras invisíveis nos Estudos Latino-Americanos. As mulheres negras foram apagadas dos Estudos Negros por causa de sua estrutura tradicionalmente patriarcal. Da mesma forma, as mulheres negras na América Latina foram omitidas do cânon dos Estudos de Mulheres Negras, devido a uma ênfase excessiva nas experiências das mulheres Negras anglofalantes neste projeto global. Como resultado, é necessário diversificar radicalmente os discursos de cada um desses campos para trazer à tona as contribuições das mulheres Negras da América Latina no pensamento político e filosófico das Américas. Esta conferência procura atender a essa necessidade, engajando-se nas contribuições intelectuais das mulheres Negras para as Américas da perspectiva do Sul: América Latina.

Usamos o termo “Sul” como uma maneira de colocar a América Latina em conversa com o Circum-Caribe (uma região conceituada da costa da América do Sul para o sul dos EUA). Essa zona conceitual tem sido historicamente marginalizada na imaginação do público como exótica, atrasada, fora do caminho e, especificamente, Negra. Também imaginamos o Sul como uma estrutura que nos permite fazer recuar a colonialidade do moderno estado-nação e as formações regionais que são classificadas por raça e gênero. Fronteiras e limites nacionais não são configurações innocentes – são divisões políticas de terras submersas na colonialidade do poder e projetadas para criar divisões arbitrárias sobre o que é de fato terra indígena. Ao centralizar as experiências de língua espanhola, portuguesa, indígena e africana da América Latina, também procuramos mudar nossa interpretação do Sul de uma perspectiva imperialista do Norte para uma perspectiva descolonial não-anglófona. 

As mulheres da América Latina fizeram significativas intervenções teóricas e filosóficas em toda a região a partir do período da conquista. Usando uma perspectiva transnacional e multidisciplinar, esta conferência repensará o papel que o pensamento e a práxis das mulheres negras desempenharam na definição do cenário sociopolítico e cultural das Américas nos últimos quatrocentos anos, centralizando as experiências das mulheres negras na América Latina e o movimento de mulheres negras nas Américas: migração, trânsito e fluxos culturais. Dessa forma, esta conferência se envolverá criticamente com o transnacionalismo, movimento, cosmopolitismo e agência das mulheres negras por meio da migração e da linguagem. Ao localizar as mulheres negras como agentes da teoria, movimento, política e cultura, essa conversa de dois dias relançará as mulheres negras como teóricas e agentes transnacionais de mudança.